Importância da prevenção para Atletas

A terapia é o último papel do médico do esporte”, afirmou Magliocca. O objetivo da medicina esportiva, ele resumiu, é facilitar o sucesso do atleta, com o atendimento de suas demandas físicas, desenvolvimento de seu potencial fisiológico e minimização de suas ausências em treinos e competições.

A atuação da medicina esportiva abrangeria prevenção, recuperação e controle, definiu o especialista. A programação preventiva se daria no contexto da preparação física, de acordo com as necessidades individuais e as demandas de cada modalidade esportiva.

“As ações preventivas primárias vão considerar o gesto esportivo, as secundárias dependem do atleta como indivíduo e as terciárias se fundamentam na agilidade do diagnóstico”, completou Magliocca.

A recuperação ” que inclui desde técnicas tradicionais como a massagem até as inovadoras, como roupas de compressão e botas de drenagem linfática ” tem foco no trabalho com o atleta entre as séries de treinos, definiu o médico.

Já as ações de controle, que devem definir parâmetros antes e ao longo da temporada do atleta, devem oferecer ao treinador dados para a avaliação dos efeitos da fadiga.

“Todas essas ações devem estar integradas ao programa de treinamento do técnico”, sintetizou Magliocca.

A necessidade de médico do esporte e treinador trabalharem integradamente também foi destacada pela médica do esporte Ana Carolina Corte do Araújo, que abordou no seminário o tema do overtrainning (supertreinamento).

Ana Carolina começou sua palestra enfocando a teoria da supercompensação e o princípio da sobrecarga progressiva. Assim, segundo ela, o aumento do condicionamento físico só é possível quando novos estímulos são dados ao atleta após sua recuperação completa do desgaste provocado pelo treino anterior.

“É difícil caracterizar o overtrainning, diferenciá-lo de um momento em que o atleta está apenas cansado”, observou Ana Carolina. Mesmo assim, ela destacou alguns aspectos que podem ser avaliados.

Assim, se o atleta sente fadiga, mas está feliz com seu desempenho, está na situação que a médica apontou como overreaching (processo cuja recuperação se dá em poucos dias, com repouso adequado e diminuição do treinamento). Se a fadiga é simultânea à exaustão e ao desapontamento com os resultados, o atleta pode estar em overtrainning.

Da mesma forma, se o atleta apresenta alguma perda técnica no final do treino a situação é menos preocupante do que ele apresentar essa perda já no início do treinamento, que, além disso, completa a especialista, torna-se motivo de desprazer.

O treinamento intenso e o acúmulo de estressores, como ansiedade e falta de sono, podem ser alguma

s das causas do overtrainning. Esse desgaste é identificado principalmente em esportes individuais, como natação, ciclismo e maratonismo, informou também Ana Carolina. (MLF).

 

Fonte: https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=327276

Cuidados aos atletas